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21 de maio de 2009

CANÁRIO NEGRO (Black Canary)


Canário Negro é um personagem fictício da empresa de quadrinhos (banda desenhada, em Portugal) norte-americana DC Comics. A personagem criada por Robert Kanigher e Carmine Infantino, estreou em Flash Comics #86 (agosto de 1947). A combinação do sex appeal acentuado pela sua marca registrada, as meias arrastão, com a sua coragem e sua ótima técnica de luta a tornaram uma das personagens femininas mais conhecidas da editora.
No ano de 1986, foi publicada a maxissérie Crise nas Infinitas Terras, que reescreveu toda a continuidade do Universo DC. Os efeitos desse acontecimento dividiram a personagem em duas. Uma delas, Dinah Drake Lance, foi uma super-heróina que atuou na Era de Ouro e a outra, sua filha, Dinah Laurel Lance, que começou a atuar no final dos anos 80. A continuidade Pós-Crise estabeleceu Dinah Drake como uma florista durante o dia e vigilante à noite. Além de ser uma integrante da primeira geração de super-heróis, Dinah Drake (Canário Negro I) foi um dos membros fundadores da Sociedade da Justiça, um dos grupos de super-heróis com maior reconhecimento do planeta.
Dinah Laurel Lance cresceu idolatrando os amigos super-heróis de sua mãe e, ainda jovem, herdou o manto de Canário Negro, vindo a participar da fundação da Liga da Justiça. Mas, a Liga da Justiça não a impediu de continuar suas atividades solo como vigilante. Dinah continuou atuando em missões de espionagem, contra-terrorismo e resgate, com o grupo de super-heroínas chamadas de Aves de Rapina. Ela sempre teve uma vida amorosa agitada, mas sempre acaba se envolvendo com Oliver Queen, o Arqueiro Verde. Sua maior diferença em relação a sua mãe é o seu poder meta-humano de produzir ondas sonoras muito poderosas, conhecido como o Grito do Canário.
Como dito anteriormente, Canário Negro fez sua primeira aparição em Flash Comics #86, como uma personagem que, originalmente, interagia com Johnny Trovoada, vindo a substituí-lo, inclusive, nas histórias da publicação. Inicialmente, ela aparentava ser uma vilã. Johnny ficou apaixonado por ela imediatamente e, por isso, foi repreendido por seu parceiro, o Relâmpago. Em sua identidade secreta, Dinah Drake era uma florista de cabelos pretos cujo interesse romântico atendia pelo nome Larry Lance. Quando uniformizada, Dinah cobria seu cabelo com uma peruca loira, mas seu traço principal sempre foi as meias arrastão, botas de pirata, um colante preto, no melhor estilo maiô e sua jaqueta, a qual nunca era abotoada. Ela também já usou uma máscara, mas a abandonou em seguida.
Na edição 50 da revista Secret Origins, foi revelado que Dinah tinha sido treinada por seu pai, o detetive Richard Drake e que ela pretendia seguir seus passos trabalhando no departamento de polícia de Gotham. Mas, pouco tempo depois, seu pai morreu devido a uma complicação cardíaca e, para honrar a memória de seu pai, Dinah decidiu combater o crime como uma vigilante uniformizada.
Durante suas aventuras, Canário Negro freqüentemente se infiltrava em gangues para atacá-los de dentro e, graças a essa habilidade, ela acabou conhecendo Johnny Trovoada. Depois de conhecer Johnny, Dinah logo entrou para a Sociedade da Justiça. Mas, infelizmente, a personagem deixou de aparecer em publicações, assim como o resto dos seus companheiros de equipe, no início dos anos 50.
Canário Negro foi “ressucitada”, assim como seus companheiros da Era de Ouro, durante os anos 60. Ela e todos os outros personagens de Era de Ouro passaram a viver em uma outra Terra que, mesmo ocupando o mesmo lugar no espaço, tinha seu plano de existência próprio, sendo a diferença de vibração de cada plano o fator que permitia a existências de “várias Terras” no mesmo planeta. Nesse período também foi revelado que Dinah tinha se casado com Larry Lance em algum momento durante os anos 50. Além disso, Dinah teve várias participações nas edições anuais da Sociedade da Justiça e da Liga da Justiça da Terra ativa.
Larry Lance morreu ao tentar salvar a vida de Dinah durante um ataque da estrela consciente Aquarius, no anual SJA/LJA de 1969. Por isso, Dinah decide abandonar a Terra paralela e se mudar para a Terra ativa, para recomeçar sua vida. Na Terra ativa, Dinah acaba ingressando na LJA, o que resultou no começo de seu envolvimento com Arqueiro Verde. Outra novidade em sua ida para a Terra ativa foi a descoberta do seu grito supersônico que foi batizado como “Grito do Canário”.
Em Liga da Justiça América #219-#220, foi revelado (via retcon) que Canário Negro era, na verdade, a filha da Canário Negro original. Em algum momento durante os anos 50, Dinah Drake e seu marido Larry Lance tiveram uma filha. A criança desenvolveu o famoso Grito do Canário (que foi dado a ela por um inimigo da SJA, chamado Mago) o qual mostrou-se incontrolável e altamente destruidor. Diante desse problema, Dinah pediu para seu velho amigo Johnny Trovoada invocar seu gênio e desejar que ele a curasse, mas isso não foi possível. Por isso, na esperança de descobrir uma cura para a menina, Relâmpago a manteve em animação suspensa (que não a impediu de continuar crescendo) em seu lugar de origem, a Quinta Dimensão. Vendo o sofrimento de seus amigos, Relâmpago decidiu que o melhor a fazer seria apagar o acontecido da memória dos três, fazendo com que os pais da criança achassem que ela tinha morrido de alguma maneira. Depois da batalha com Aquarius, Dinah descobriu que estava morrendo devido a grande exposição à radiação que ela sofreu durante sua batalha com o inimigo em forma de estrela. Por isso, ela, Relâmpago e o Superman da Terra ativa conversaram muito sobre o assunto, buscando uma solução. Os três providenciaram uma transferência das memórias de Dinah para o corpo de sua, filha que, mesmo sendo mantida em animação suspensa, já tinha atingido o estágio adulto de crescimento. Esse retcon foi escrito para explicar o fato de Dinah ser, originalmente, muito mais velha que seu par romântico, assim como todos os seus companheiros de LJA.
Como um ajuste ao retcon revelado em Liga da Justiça #219-#220, e como resultado da maxi-série Crise nas Infinitas Terras, a Canário Negro Pós-Crise tornou-se duas personagens diferentes, Dinah Drake Lance e Dinah Laurel Lance.
Na continuidade Pós-Crise, Dinah I casou-se com Larry Lance. Poucos anos depois, eles tiveram uma filha, chamada Dinah Laurel Lance. A garota cresceu rodeada pelos amigos ex-SJA de sua mãe e, para ela, eles eram seus tios e tias. Conforme Dinah foi crescendo, ela sentiu uma vontade muito grande de tornar-se uma heroína uniformizada, assim como sua mãe, “tios” e “tias” tinham sido no passado. Ao invés de encorajar Dinah, sua mãe tentava desencorajá-la, afirmando que o mundo tinha se tornado mais sombrio e muito mais perigoso do que era na época em que ela combatia o crime. Dinah, entretanto, nasceu com algo que a mãe dela nunca teve: um poderoso grito sônico, capaz de estilhaçar objetos. Mais tarde, descobriu-se que esse poder era oriundo do meta-gene que Dinah possuía. Especulava-se que esse meta-gene poderia seria resultante de toda a exposição a energias místicas que a mãe de Dinah esteve exposta em todos os seus anos na SJA.
A partir daí, a jovem Dinah passou a procurar por diversos lutadores que pudessem treiná-la, incluindo um de seus “tios”, Ted Grant, mais conhecido como Pantera. Os anos da treinamento e intensa dedicação foram recompensados quando Dinah assumiu o manto de heroina e se tornou a segunda Canário Negro, mesmo contra a vontade de sua mãe, a princípio. Logo depois que começou a atuar, Dinah batizou seu grito como “Grito do Canário”. A nova Canário Negro teve um papel importante na Era de Prata dos heróis, atuando, assim como sua mãe, em Gotham City.
Em uma das primeiras edições de Aves de Rapina, o escritor Chuck Dixon estabaleceu que Dinah casou-se muito nova, vindo a se divorciar logo depois. Algumas edições depois, seu marido vai até ela pedindo ajuda. Tal casamento e ex-marido nunca mais foram citados, provavelmente, caindo em retcon.

A segunda Canário Negro também foi membro fundador da Liga da Justiça Pós-Crise (substituindo a Mulher Maravilha em suas aparições na Era de Prata). Pouco tempo depois que a Liga foi criada, ela conheceu o Arqueiro Verde I, e apesar da grande diferença de idade, eles tiveram um relacionamento, em pouco tempo. Ela fez parte da Liga da Justiça por seis anos, antes do grupo ser dissolvido. Isso aconteceu na época em que a mãe de Dinah morreu devido a um envenenamento pela radiação a qual ela foi exposta, anos antes, na luta contra Aquarius. Esse acontecimento afetou Dinah profundamente e a levou a crer que seu tempo na LJA havia acabado.
Ela e o Arqueiro Verde mudaram-se para Seatlle depois do fim da LJA. Durante esse período, Canário Negro falhou em uma operação para terminar com um círculo de tráfico. Seqüestrada, Canário foi torturada antes que seu companheiro a resgatasse. Essa experiência deixou Dinah traumatizada física e mentalmente. Além de perder temporariamente sua capacidade de usar o Grito, Dinah também perdeu sua capacidade de ter filhos. Apesar disso, ela perseverou e mesmo sem o seu grito, continuou combatendo o crime, enquanto cuidava de uma floricultura. Por fim, ela e Oliver Queen se separaram devido a uma traição por parte de Oliver. Após a volta à vida de Oliver, no primeiro arco da sua nova revista, escrito por Kevin Smith, ele tentou reatar o namoro com Dinah, mas ela não conseguiu perdoá-lo e permaneceu sozinha.

Durante muito após ter deixado Oliver, Canário sentiu falta de um verdadeiro objetivo. Isso fez com que Dinah viesse a ser convocada por Oráculo para tornar-se parte de uma série de operações lideradas por ela. Dinah aceitou o convite com grande satisfação, apesar de haver alguns desentendimentos entre as duas, durante as primeiras missões. Em uma dessas missões, Dinah foi seriamente ferida e, por isso, foi banhada em um Poço de Lázaro, o qual reativou seu poder meta-humano e, além disso, lhe devolveu a capacidade de ter filhos, perdida anos antes.
Por um curto período de tempo, Canário fez parte da nova encarnação da SJA. De fato, ela é uma das poucas heroínas no Universo DC a ter participado das duas maiores super-equipes do planeta Terra, a LJA e a SJA.

Trabalhando com Oráculo, ela deu origem a um grupo de super-heroínas chamado Aves de Rapina, onde atua em parceria com mais duas heroínas: Caçadora e Lady Falcão Negro.
Por terem tido o mesmo sensei, Canário Negro criou uma espécie de amizade com Lady Shiva. Shiva, impressionada com as formidáveis habilidades marciais de Dinah, lhe ofereceu uma oportunidade de treiná-la. Por pensar que isso comprometeria sua moral,
Dinah negou o convite, mas manteve contato com Shiva, por correspondência. Método através do qual Shiva dava conselhos para ajudar Canário a desenvolver suas habilidades.
Nos quadrinhos, Canário Negro teve sua própria minissérie, chamada “New Wings”, assim como sua série mensal escrita por Sarah Byam, que só durou 12 edições.

9 de maio de 2009

PODEROSA (Power Girl)


A Poderosa é uma personagem da DC Comics. Na realidade Pré-Crise ela era a versão da Terra 2 para Supergirl e prima de Superman. Sua primeira aparição foi em All Star Comics #58, criada por Gerry Conway. Seu nome kryptoniano era Kara Zor-L, sua identidade terrestre era Karen Starr e era programadora de computadores. Superman já era idoso quando ela chegou, mas Kara ainda era jovem, pois sua nave tomou uma rota diferente e ela se manteve num estado de suspensão do qual só envelheceu 20 anos. Ela ganhou seu conhecimento sobre computadores devido a exposição ao Raio Púrpura da Mulher Maravilha. Ela era membro da Sociedade da Justiça e da Corporação Infinito. Na realidade Pós-Crise, ela descobriu ser neta do mago atlante Arion, de milênios atrás. Quando integrando a Liga da Justiça Europa, ela foi gravemente ferida pelo Homem-Cinza, e teve seus poderes reduzidos.
Recentemente, seus poderes visuais voltaram: tudo começou quando Karen participou de uma aventura com a Sociedades da Justiça da America, dentro do fluxo do tempo varias versões da Poderosa se interligaram, a consequência desta aventura veio se manifestar com o confronto com Adão Negro, sua visão de calor voltou com intensidade, ficando cega apenas momentaneamente, depois sendo resgatada por Kendra (Mulher-Gavião).



Poderes

Basicamente, ela possuía os mesmos poderes de Superman, bem como suas fraquezas. Após Crise, foi descoberto que ela não era kryptoniana, então kryptonita não era capaz de feri-la. Após ferida por Homem-Cinza, ela teve seus poderes visuais estirpados e sua força e agilidade díminuiram, apesar de ainda serem super-humanos. Recentemente, seus poderes visuais voltaram (ver acima).



Uniforme

Seu uniforme, ao contrário de Supergirl, não se assemelha ao da versão da Terra 2 de Superman, devido a Poderosa ser uma pessoa bastante independente; era de seu próprio intento para que ela não crescesse à sombra de seu primo, num esforço de manter uma identidade independente para si. Seu uniforme original era um colante branco, com um grande decote, mantendo as pernas descobertas. Uma capa e cintos vermelhos completavam a vestimenta; ela não usava o "S". Wally Wood, um dos primeiros artistas de Poderosa a trabalhar com ela ainda em All-Star Comics, admitiu que estava desenhando os seios da heroína maiores a cada número da revista, até que os editores descobriram e pediram para ele parar. De qualquer modo, até hoje, Poderosa é desenhada com grandes "atributos".

3 de maio de 2009

Mulher Maravilha


A Mulher Maravilha (em inglês Wonder Woman) é uma super-heroína de histórias em quadrinhos e desenhos animados da DC Comics. Ela é a princesa de Themyscira, filha da rainha das amazonas, Hipólita. Sua mãe a criou a partir de uma imagem de barro, à qual cinco deusas do Olimpo deram vida e presentearam com superpoderes. Já adulta, foi enviada para o "mundo dos homens" para espalhar uma missão de paz, bem como lutar contra o deus da guerra, Ares. Tornou-se integrante da Liga da Justiça, assim como Superman e Batman. Ela foi a primeira heroína a ser criada, em 1941, pela DC Comics. Estreou em All Star Comics #8 (Dez. 1941).
Em entrevista datada de 25 de outubro de 1940, conduzida pela sua aluna Olive Byrne (sob o pseudônimo de “Richard Olive”) e publicado pela Family Circle com o título de “Não ria dos Quadrinhos”, William Moulton Marston descrevia o que viu como o potencial educacional das histórias em quadrinhos (um artigo deu sequência a entrevista e foi publicado dois anos mais tarde em 1942).Este artigo chamou a atenção de Max Gaines, que empregou Marston como consultor educacional da National Periodicals e All-American Publications, duas das companhias que se fundiriam para dar forma a futura DC Comics. Foi nesta época que Marston decidiu criar um novo super-herói.
No início dos anos 40, a DC Comics era dominada pelos personagens masculinos com superpoderes tais como Lanterna Verde, Batman, e o principal deles, Superman. Atribui-se à esposa de Marston, Elizabeth Holloway Marston, a idéia de se criar uma super-heroína:
William Moulton Marston, um psicólogo já famoso por inventar o polígrafo (precursor mecânico do laço mágico), teve a idéia para um tipo novo do super-herói, um quem triunfaria não com punhos ou poderes, mas com amor. “Bem” disse Elizabeth. “Mas faça-lhe uma mulher."
Marston apresentou a idéia à Max Gaines, co-fundador (junto com Jack Liebowitz) de All-American Publications. Marston desenvolveu a Mulher Maravilha junto com Elizabeth. Para criar a Mulher Maravilha, Marston foi inspirado também por Olive Charles Byrne, uma mulher que viveu com ele em situação de poligamia. Para escrever as aventuras em quadrinhos da nova super-heroína, Marston usou o pseudônimo de Charles Moulton, combinando seu nome do meio com o de Olive.
Como o criador de um instrumento de medição crucial para o desenvolvimento do detector de mentiras. o polígrafo, Marston conluiu por suas experiências de que as mulheres eram mais honestas e confiáveis do que os homens. E pôde trabalhar com seu personagem mais eficientemente.
Daí, "a Mulher Maravilha é a propaganda psicológica para o novo tipo de mulher que deve governar o mundo”, Marston escreveu. Embora Gloria Steinem tivesse colocado a Mulher Maravilha na primeira capa autônoma de Ms em 1972, Marston, escrevendo bem antes, projetou a Mulher Maravilha como representante de um modelo particular do poder feminino. O Feminismo discute que as mulheres são iguais aos homens e devem ser tratadas como elas são. Na mente de Marston, mulheres possuem o potencial não somente de serem tão boas quanto homens: podiam ser superiores a eles.
Na versão brasileira, já foi erroneamente traduzida como Miss América na época da Editora Ebal. Isto é digno de nota, pois a DC Comics já possuía uma heroína chamada Miss America, e também a Marvel. Em Portugal, a Mulher Maravilha é traduzida como Supermulher, o que também é errôneo. Supermulher é o nome de duas personagens já existentes da DC Comics, sendo uma vilã do Sindicato do Crime, e outra uma heroína que apareceu em duas aventuras de Superman, e deixou de existir após Crise nas Infinitas Terras.
Os poderes da Mulher Maravilha são enormes: Força física sobre-humana (capaz de rivalizar com seres poderosos como Superman), capacidade de voar (atribuída em versões atuais), grande velocidade e agilidade e grande resistência física. É dito que tem a força de Herácles, a sabedoria de Atena, a beleza de Afrodite e a velocidade de Hermes. Ela também é treinada em todas as habilidades de luta armada e desarmada da antiga Grécia. Ela fala as línguas Themysciriana, Grego moderno e antigo, Inglês, Português, Espanhol, Francês, Mandarin Chinês, Russo e Hindi, e outros demais poderes.

A Mulher Maravilha, além dos poderes, recebeu dos deuses presentes que ajudam a aumentar suas habilidades: dois braceletes indestrutíveis, que usa para desviar projéteis e raios, uma tiara que pode ser usada como bumerangue e um laço mágico inquebrável que faz com que as pessoas digam a verdade. Em histórias posteriores, escritas por Joe Kelly (o arco "Paraíso Imperfeito", na revista em quadrinhos/banda desenhada da Liga da Justiça) foi explicado que este laço (às vezes apelidado de laço da verdade) é um símbolo da verdade em nosso mundo, cabendo a Mulher Maravilha, portanto, o papel de guardiã da verdade. A Mulher-Maravilha possuia uma espécie de rádio receptor/emissor de ondas telepáticas, com os quais podia se comunicar com as Amazonas que estavam em Themiscyra.
Na versão original a Mulher-Maravilha possuia um avião invisível (pois ela não voava), causa de muitas piadas (na revista MAD, por exemplo) e que aos poucos foi sendo retirado das histórias. Mas seu uso destacado no seriado da TV dos anos 70 e nos desenhos dos Super Amigos, fez com que ele fosse reutilizado algumas vezes nesse período. Com a versão da Mulher Maravilha de George Perez, foi estabelecido que ela pode voar com seus próprios poderes; o avião foi descartado. Recentemente, o avião foi reintegrado a cronologia, sendo um dote da raça dos aliens lansiranianos.
Basicamente, a Mulher-Maravilha é uma mulher caucasiana de cabelos pretos (os quais já foram curtos, longos, encaracolados e lisos), usando uma tiara dourada com uma estrela, um traje que combina bustiê vermelho com uma águia dourada como símbolo (sendo substituída por um duplo "W" nos anos 80 até então), short azul com estrelas brancas e botas de cano longo vermelhas. Depois da guerra civil em que sua mãe foi deposta do trono das Amazonas, a Mulher-Maravilha deixou de usar a tiara.
A Mulher-Maravilha tinha a identidade secreta de Diana Prince, uma enfermeira da Força Aérea americana. Era apaixonada por Steve Trevor. Nesta versão ela não voava realmente (planava em correntes de ar) e usava um rádio de ondas telepáticas. Na história publicada em Sensation Comics #1, janeiro de 1942, havia uma enfermeira de nome Diana Prince, a qual a Mulher Maravilha ajudou. Esta Diana aceitou deixar que a super-heroína, que desejava ficar do lado do paciente Steve Trevor, assumisse sua identidade enquanto ela partiu para junto de um soldado namorado seu, que estava na América do Sul. Uma das personagens coadjuvantes de maior sucesso era a gordinha Etta Candy, uma das fãs da Mulher Maravilha denominadas "Garotas Hollyday" (conforme tradução para o português na revista brasileira "Coleção DC 70 anos #3", da Editora Panini, julho de 2008). Etta Candy se casaria com o já idoso Steve Trevor, reintroduzido nas aventuras atuais.
Como oponentes, a Mulher Maravilha tinha diversos vilões clássicos da Era de Ouro dos Quadrinhos (Maligna (originária de Saturno), Giganta, Mulher-Leopardo, Rainha Clea (da Atlântida), Doutora Veneno, a sacerdotisa Zara), algumas reformuladas na Era de Prata e que continuam aparecendo nas histórias modernas.
No ano de 1969, as amazonas alcançaram seu 10.000º ano na Terra, e com isso tinham que se deportar para outra dimensão, a fim de renovar seus poderes. A Mulher-Maravilha recusou-se a acompanha-las, pois Steve Trevor, seu amado, havia sido culpado de alta traição pelos EUA, e ela queria encontrá-lo e ajudar a limpar seu nome. Como resultado, Diana perdeu seus poderes e pediu afastamento da Liga da Justiça.
Diana abandonou as roupas tradicionais e os óculos, e passou a adotar um novo visual, para chamar a atenção de Steve e fazer com que ele esquecesse a Mulher-Maravilha. Ela, neste estado, estrelou uma série cujo título em português era As aventuras de Diana (Publicada na revista brasileira Quem Foi? da Ebal, com algumas histórias reeditadas pela Abril), na qual era um tipo de agente secreto, ajudada por I-Ching, um mestre oriental.
A ausência de poderes durou até 1972, quando Gloria Steinem, a editora real da revista feminista Ms. Magazine,já citada, ofendida pelo fato da maior super-heroína estar sem poderes, a pôs na capa da revista Ms. Magazine #1 com seu traje original. Isto gerou polêmica, e a DC rapidamente, em fevereiro de 1972, restaurou a Mulher Maravilha com seu traje e poderes clássicos.
No final de Crise nas Infinitas Terras, a Mulher-Maravilha recebeu uma rajada do Antimonitor, que involuiu seu corpo de modo que retornou no tempo, voltando a ser barro da Ilha Paraíso. Um último tributo a Mulher-Maravilha Pré-Crise foi vista em Legend of Wonder Woman, mini-série escrita por Kurt Busiek, 1986. Nesta saga, as amazonas se reúnem perante Hipólita, que conta uma aventura de Diana que houve antes de sua "morte".
Ao final, a deusa Afrodite aparece, e diz que estava usando seu poder para manter esta versão pré-crise da Ilha Paraíso e suas habitantes a parte das mudanças causadas pela Crise nas Infinitas Terras; Hipólita diz que não deseja isso. Afrodite então atende seu pedido, eliminando os escudos místicos sobre a ilha. A ilha e as amazonas pré-crise começam a se dissolver, como se nunca tivessem existido. Como um último súplicio, Afrodite as transforma em estrelas. Todas as memórias e existência desta versão da Ilha-Paraíso, assim como a Mulher-Maravilha do Pré-Crise, deixam de existir...
A primeira aparição de Mulher Maravilha, na cronologia DC pós-Crise, é Wonder Woman vol. 2, #1 (Feb. 1987) De acordo com a última redefinição da cronologia da Mulher Maravilha feita por George Perez após a Crise nas Infinitas Terras, Hipólita e o restante das amazonas seriam a reencarnação de mulheres que ao longo da história morreram como resultado do ódio e da incompreensão dos homens. No caso, Hipólita foi a primeira mulher morta por um homem; a Princesa Diana (A Mulher-Maravilha) era a encarnação da filha não nascida desta mulher. Antes de serem exiladas na Ilha Paraíso, as Amazonas viveram na Grécia, de onde foram banidas após um conflito com Herácles (Hércules) e seus exércitos. Mulher-Maravilha só teria vindo ao mundo dos homens após Crise, o que também causou dela não ter participado da fundação da Liga da Justiça. Atualmente ela também não possui identidade secreta. A Mulher Maravilha ganhou de Gaia, a Deusa Terra, o poder da telepatia e também o poder dos braceletes, que ao serem tocados soltam rajadas cósmicas capazes de ferir super-seres, além, é claro, de nenhum telepata conseguir invadir sua mente, graças à tiara.

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